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Suicídio

Os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que a cada 40 segundos uma pessoa se suicida no mundo, aproximadamente 883 mil pessoas por ano. Este é um índice altíssimo e muito preocupante. De acordo com pesquisas recentes, o suicídio caracteriza-se como um transtorno multidimensional, que resulta de uma interação complexa entre fatores ambientais, sociais, fisiológicos, genéticos e biológicos. Estima-se que o risco de suicídio ao longo da vida em pessoas com transtornos do humor (principalmente depressão) é de 6 a 15%; com alcoolismo, de 7 a 15%; e com esquizofrenia, de 4 a 10%. Um fator preocupante é que a maioria das pessoas que cometem o suicídio morrem sem nunca terem vistos um profissional de saúde mental.

Vocês já se perguntaram quais são os pedidos por trás do comportamento suicida? Quais os motivos deste ato? Quais desejos desistiu de realizar?

Cada pessoa é única e deve ser respeitada em sua individualidade, mas a nossa sociedade atual está cada vez mais especializada em apontar o dedo e fazer julgamentos morais. E ao mesmo tempo pensar em um bem estar coletivo, pensar no outro está cada vez mais distante, estamos nos tornando cada vez mais seres egoístas, a ponto de não suportamos o sofrimento do outro. Por isso não devemos olhar o suicida como uma pessoa doente: ele pode ser apenas alguém cuja angústia encontrou um limite que considera impossível de superar. Para além deste limite, perde-se a capacidade de raciocinar objetivamente. O ato suicida não significa um desejo de acabar com a vida, mas sim a intenção de fazer parar a dor que não se pode suportar. É a forma extrema de comunicar a solidão do sofrimento aos outros, é talvez o último pedido de ajuda, será que estamos conseguindo ouvir este pedido?

Outra pergunta importante é se a pessoa tem o direito de tirar a própria vida? A resposta é não, pois se sabe que a pessoa não está em sua plena consciência, é como se ela se desconectasse da realidade, por isso não podemos em hipótese alguma deixar que ela cometa tal ato, como se ela fosse à única responsável. Para os parentes e pessoas próximas, além do choque, ficam os sentimentos de culpa, tristeza, raiva e até vergonha ,é como se todo o ambiente social daquela pessoa tivesse falhado. Por isto tudo, é muito importante falar sobre o tema, e acabar de uma vez com o tabu que o cerca; o suicídio é uma morte evitável, se estivermos atentos.

Existem outros fatores de risco associados ao suicídio tais como: depressão, bipolaridade, esquizofrenia; situações como isolamento ou vulnerabilidade social, desemprego, migrantes, questões da sexualidade; questões psicológicas, como perdas recentes, problemas na dinâmica familiar; e condições clínicas incapacitantes, como lesões desfigurantes, dor crônica e câncer. Por outro lado, o uso de drogas e álcool aumentam a impulsividade e, com isso, o risco de suicídio.

Os estudos descrevem 4 sinais característicos de quem pensa em suicídio, são os 4D: Depressão, Desamparo, Desesperança e Desespero. Podem ser expressos por atitudes, falas ou mudanças bruscas de comportamento. Caso note alguém com estes sentimentos, não o ignore: converse, se aproxime, ouça sem julgar. Oriente a pessoa a pedir ajuda profissional, e se ela se recusar, considere alertar um parente próximo ou alguém de sua confiança. Conhecê-los e intervir de forma eficaz é uma tarefa importante que poderá salvar vidas. Alguns sinais de alarme que frequentemente são exibidos pelas pessoas deprimidas com intenção suicida são: sofrimento psicológico (tristeza intensa); perda de autoestima; constrição (redução dos horizontes a um simples tudo-ou-nada); isolamento (sensação de vazio e de falta de amparo); desesperança; mudanças rápidas de humor; e fuga como única solução para acabar com a dor intolerável. Também a impulsividade é um dos fatores importantes, pois ela modela a rapidez com que se passa do pensamento ao ato.

A pessoa com ideação suicida apresenta a crença de desesperança na qual tende a prever o futuro sem expectativas, perde a motivação pela vida e seu desejo de viver é arruinado. Pensamentos comuns de uma pessoa desesperançosa são: “Eu não tenho nada a esperar, as coisas nunca vão melhorar”; “Eu não vejo nada melhorar, não há razão para viver”; “Eu não consigo suportar a vida, jamais poderei ser feliz”; “Eu sou um peso para os meus familiares, é melhor que fiquem sem mim”; “Eu me sinto infeliz e só tenho uma saída”. Percebe-se que, com esses pensamentos, o indivíduo não consegue vislumbrar outra saída, que não seja acabar com a própria vida, único meio que acredita ter para lidar com seus problemas sem solução (Beck et al., 1997).

Existem vários mitos que envolvem a questão do suicídio, mas vou citar aqui dos mais importantes: Quem fala em se matar não se mata; quer apenas chamar atenção. “Um mito que produz muito prejuízo. A maioria fala ou dá algum sinal sobre sua ideia. Grande parte deles expressa esses pensamentos, inclusive, para os profissionais de saúde. Vários fatores impedem, muitas vezes, que esses sinais sejam bem dimensionados.”

Contato:16-9 91249738

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